Fosse Domingos Paciência um jogador de póquer e perderia em pouco tempo a fortuna amealhada com uma carreira de avançado assim-assim. Por culpa do tique que desmascara o bluff de se fingir o novo José Mourinho, deixando-se roer pelo ressentimento de ver outro clone do "spéchel uâne" treinar o clube pelo qual tantas vezes se atirou para o chão a choramingar penáltis enquanto jogador. O tique nem sequer é discreto. Consiste em dar meia volta sobre si mesmo, enquanto passa a mão em sentido vertical descendente sobre a gravata vermelha, parecendo querer alisá-la contra a imaculada camisa branca de tamanho abaixo do seu. Verifica-se, normalmente, quando algo corre menos bem à equipa. É o gesto de quem percebe que o Sporting de Braga, o suposto "quarto grande", continuará a ser apenas o Sporting de Braga, por mais que isso doa a gente desejosa de inclinar a balança dos "grandes" do futebol nacional para o Entre Douro e Minho.
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Há 2 dias
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